sexta-feira, 23 de junho de 2017

Espanha: Clos Gebrat Tinto 2015

Esse Clos Gebrat é tido como uma introdução aos vinhos do Priorato, na Espanha. Esta região ganhou mais notoriedade nos últimos anos com seus vinhos potentes e possivelmente longevos, de muita fruta e álcool. Um estilo bem apreciado pelo pessoal do tio Parker. Mais a região começou a ser melhor notado há cerca de 20/25 anos.

Um vinho feito de Garnacha, Cariñena (ou Grenache e Carignan em francês), Merlot, Syrah e Cabernet Sauvignon, 8000 garrafas. Recebeu 92 pontos da W&S figurando como um dos best buys, e foi o Top Catalan Wine of the Year em 2013. Não passa por barris e suas uvas são de diversos pequenos vinhedos da propriedade.

Um vinho de muita fruta vermelha no nariz e boca, framboesas e morangos dão o tom, com algo de ervas secas e temperos, aliados a bastante álcool. Em alguns momentos bate como um licor.

Interessante, talvez mais alguns anos o façam harmonizar-se melhor.

Blend made with Grenache, Carignan, Merlot, Syrah and Cabernet Sauvignon, expressive red fruit on the nose and palate, with herbs and spices behind but well noticed. A lot of alcohol. Sometimes it appears to be a very soft liquor.


Nota -> 3.5 de 5

Preço -> R$54,90 no Evino

Site -> Vinicola del Priorat.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Italia: Donna Lorenza Pinot Grigio Blush #CBE

O tema para a CBE de outubro foi: vinho rosé do velho mundo sem limite de preço, escolhido pelo confrade Alexandre Takei, do Notas Etílicas.

Este foi provado num vôo para Paris. Um rosé italiano do Veneto, algo bem diferente do que circula por aqui no blog.
A Pinot Grigio (originalmente Pinot Gris - gris é cinza), é muito utilizada para fazer vinhos brancos, apesar de possuir casca rosada. É tida como uma mutação da Pinot Noir, acredita-se ter origem francesa, e tem diversos nomes pelo mundo (Sivi Pinot na Eslovênia, Grauburgunder na Austria), até mesmo outros nomes na própria França. Seus vinhos são geralmente bem característicos, com alta acidez, algumas vezes simples mas refrescantes e em alguns casos com traços minerais interessantes.

Pinot Grigio e Pinot Gris apesar de ser da mesma uva, são considerado estilos distintos, com o grigio sendo leve, refrescante e de boa acidez.

Este porém não me agradou muito, visto que em minha opinião sobrou açúcar numa textura já bem próxima de um tinto leve, embora de cor bem rosada. Aromas altamente frutados, traços cítricos, na boca novamente frutado e com um relativamente longo final. 
Também trazia alguma acidez, mas achei-o enjoativo. 

This rosé wine is from the Veneto region, close to Venice. It has sweet red berry aromas, with hints of citrus notes. The flavour is soft and fruity with a long, refreshing finish. Did not like as it has presented himself a little bit oversweet for my palate.

Nota -> 2.5 de 5.

Preço -> Descohecido

Site -> ???

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

França: Réserve Sainte-Anne Picpoul de Pinet 2015 #CBE

Para o tema de janeiro da CBE (a confraria brasileira de enoblogs, que em fevereiro completará dez anos!), o Victor do Balaio do Victor pediu que provássemos um vinho de um país que nunca houvéssemos provado, branco ou tinto, propondo harmonização se possível.
Alguns confrades solicitaram que o tema fosse ampliado, e eu particularmente pedi que incluísse regiões que nunca provamos, para facilitar um pouco. Embarquei nessa solicitação e provei esse ótimo branco francês.

Feito com a Picpoul de Pinet, muito conhecida também como Picpoul Blanc, é uma uva plantada praticamente só na França na região conhecida como Languedoc-Roussilon, a despeito de algumas tentativas nos EUA e poucas áreas em Portugal e Espanha, onde são conhecidas com outros nomes (Avello e Picapoll).

Pic-poul é entendido como pica-lábio, esse nome lhe foi dado por conta de sua elevada acidez. Esse vinho especificamente tinha uma ótima acidez combinada a bastante frutas cítricas, num belo conjunto de boca, tudo belamente encaixado e que surpreendeu após os delicados aromas florais e da bela cor amarela apresentada em taça.

Deve ser bebido mais frio que de costume, o que foi bem providenciado pelo balde de gelo, e de preferência ainda jovem. Este vinho foi maravilhosamente harmonizado com um halibute e logo após com uma excelente e variada tábua de queijos!

This is a wine from a grape never proven before - and I really appreciated it! This picpoul de pinet (or picpoul blanc as well) comes from Languedoc-Roussilon, and translates literally as 'stings the lip'. Approaches to a golden yellow in glass, delicate and pleasant floral notes, fresh and elegant in mouth with great and surprisingly well-placed acidity. Absolutely great with fish and with cheese. Another blog that tasted it: Wildcard.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> £25

Site -> ???

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Argentina: Bressia Monteagrelo Cabernet Franc 2013

A história desse vinho começa com o erro da Vinum Day ao me enviar a safra 2013 ao invés da 2011,
a qual havia sido anunciada.

Bom, como fui informado que a 2011 não havia mais garrafas disponíveis, sendo algumas garrafas da 2013 enviadas na mesma remessa, só me restava degustá-lo...

Conheci os vinhos da Bressia com o ótimo Profundo, um vinhaço. A linha Monteagrelo é a linha de varietais da Bressia.

Um belo vinho, a fruta vem com força mas não é exagerada, traz também traços de pimentão e algo como grafite, aliado a uma boa mineralidade. É firme, carnudo, boa acidez mas ainda assim mostra características de uma linha mais francesa. Um belo vinho.

A very nice argentinian cabernet franc, brings together mendoza and france characteristics, fruits, pepery aromas, graphite, nice texture, good presence, acidity, some minerality. But still keeps a french leg. Try it.

Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$139,00.

Site -> Bodega Bressia.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Argentina: El Enemigo Cabernet Franc 2011 #CBE

Este post é para saldar a dívida do tema de primeiro de junho desse ano para a CBE - a famosa, maior e primeira confraria enoblogueira virtual do brasil (quiçá do mundo? Rs). O tema era: "vinho de corte, com 50% ou mais de cabernet franc"...

Procurei esse vinho por um tempo, foi difícil achá-lo na Mistral, que é quem importa com acredito eu certa exclusividade. Eis que consegui e guardei-o por um tempo.


Hoje foi o dia de degustá-lo. É um corte com 8% de Malbec, ambas de Gualtallary e ambas acima dos 1400m de altitude.

Foge do púrpura, algo próximo do rubi. Aromas frutados ao abrir, com mirtilo e amora. Depois de um tempo, ameixa e os leve herbáceos/pimenta da maravilhosa Cabernet Franc aparecem.
A boca traz mais frutas e muito frescor, combinado a uma suculência e taninos granulados, um veludão. Mas não se engane, em nada traz excesso de baunilha ou algo do tipo, muito pelo contrário: ela só aparece no fundo de taça e muito educadamente. Aí está a grande surpresa desse vinho, que aliás superou minhas expectativas. O final ainda traz um leve mineral, e é longo... Pra mim está no tempo certo de ser bebido!

A Cabernet Franc está em voga na Argentina, o que pra mim é uma sensação visto que adoro vinhos feitos com ela. Por aqui no Brasil ela já teve um legar de mais destaque, pra quem quiser saber um pouco mais sobre a Cabernet Franc no Brasil, ótima matéria da Adega.

Pontuações alcançadas por esse vinho: 93 JS, 92 RP, 91 WE, 91 WS, 91 ST.

For my readers that read my notes in english, I will literally let you with James Suckling's notes, that summarizes almost everything I found about this wine: "a perfumed and beautiful wine with blueberry, plum and nuts. Full body, silky tannins and a minerally finish. A wine that shows the potential of the Cabernet Franc. Think Chinon here." 
I prefer this one. 


Nota -> 4.5 de 5.

Preço -> R$  (indisponível no site da Mistral).


domingo, 4 de dezembro de 2016

Portugal: Vinha do Putto 2010 #CBE

Para o mês de dezembro, o tema da Confraria Brasileira de Enoblogs foi proposto por mim - que honra!

Como nesse mês de dezembro muitos de nós optamos por saborear um belo prato de bacalhau, e como na maior parte do Brasil é uma noite quente, pedi ao pessoal que encontrassem um vinho branco português, se possível da uva Arinto ou com ela na composição.

Escolhi o Vinha do Putto, do produtor Campolargo. Feito com Verdelho e Arinto, Putto
no interior de Portugal quer dizer garoto, criança. Mas esse delicioso branco nada tem de criança.

Amarelo dourado na taça, aromas muito interessantes onde se misturam manteiga, baunilha leve e frutas brancas, bem semelhante a pêssego. Na boca untuoso, certa cremosidade, boa estrutura para um branco, muito boa acidez mesmo após esses anos e aquela mineralidade autenticamente portuguesa.

Como eu disse, de criança esse vinho não tem nada, é um belo exemplar branco de Portugal. Vai combinar bem com um prato de bacalhau em lascas, à Lagareira ou com batatas aos murros.


Nota -> 4 de 5.

Preço -> R$ 81,90 na Mistral.

Site -> Campolargo.

domingo, 27 de novembro de 2016

Portugal: Fonte de Santa Quitéria 2015 #CBE

Este post estava rascunhado há bastante tempo, infelizmente acabou ficando para trás.

Este vinho foi bebido para o tema de janeiro desse ano, para a confraria brasileira de enoblogs. O confrade Daniel Perches foi quem sugeriu o tema (um vinho verde).

Amarelo claro, com aromas basicamente de frutas brancas maduras, este vinho mostoru pequenas bolhinhas na taça ao ser servido. É um meio seco, com menos de 10% de álcool declarado.

Na boca às frutas soma-se uma boa acidez (a maçã verde aparece bastante nítida), e o dulçor é notado, bem gelado é muito agradável e casa bem com calor, como aperitivo, acompanhando peixes (com uma puxada mais apimentada fica bom) ou saladas bem elaboradas.

                                            Imagem do blog Vou de Vinho

Os vinhos verdes tem uma comissão de viticultura bastante séria, que trabalha em termos de certificação; a região demarcada fica ao norte de Portugal (terra dos meus ancestrais). No Brasil o famosíssimo Casal Garcia é um vinho verde (o rosé e o tinto também são denominados vinhos verdes, que é a denominação de origem e não a cor do vinho).

Mês que vem o tema é portuga também, sugestão para o fim de ano para acompanhar a ceia de natal. Aguardem!

This one comes from the region called vinho verde, in northern Portugal. Home to fresh and easy to drink wines, fruity (white fruits) and most of the times demi-sec. Note that they present themselves all the time with lower alcohol levels, so it becomes suitable to people who do not like drinking too much.
This one does follow those characteristics, and showed itself remarkably with green apple in mouth. Very pleasant and a good pair to fish, salads and a hot day on the pool.


Nota -> 3 de 5.

Preço -> R$ na Vinum Day.

Site ->Terras de Felgueiras.